Kamikases
O Ines, que se afirma tolamente como a referência na educação de surdos, me faz crer que, se eu fosse oriental, certamente seria uma mulher-bomba a estilhaçar um belo rosto loiro.
O Ines, que se afirma tolamente como a referência na educação de surdos, me faz crer que, se eu fosse oriental, certamente seria uma mulher-bomba a estilhaçar um belo rosto loiro.
Escrito por
Athena
às
12:13:00 PM
0
comentários
chove e escuto os barulhos de trem de outrora.
aqueles trilhos que conhecia como poucos
rangendo bem pequeno e grave como se se desculpando em vir
doce lembrança
doce presságio
ainda havia barulho inocente, sem fogo fátuo de dias importantes por vir
só chove, e só escuto por que só chove nesse começo de outono
e eu já não vejo importância em nada.
Escrito por
caeiro
às
1:09:00 AM
0
comentários
- Pra onde você vai?
- Não sei
- Então vem comigo que você ta indo bem
---------------------------------------------
Escrito por
Anônimo
às
10:43:00 PM
1 comentários
Escrito por
caeiro
às
1:34:00 AM
0
comentários
Escrito por
caeiro
às
1:47:00 AM
1 comentários
Tinha andado todo torpor
Com as mentiras relevantes do dia a dia
Chorava as verdades em ouvidos maldosos
e ainda sim acreditava nas pessoas
talvez por ser assim
Só por ser assim
ou por se dever demais
Em querer se beber do que é viver
Em querer se beber do que é aprender
"Ainda irei me machucar" - Pensa
va as vezes
Mas mesmo assim caminhava
e olhava com desespero as paixões ausentes
Por assim ser, talvez
Por assim dever
Escrito por
Anônimo
às
1:13:00 AM
2
comentários
ela chorava vidros picados. não posso dizer que não era bela. mas a primavera ao seu lado era destrutiva. acho que sou um tolo por tê-la dado meu coração. agora piso este tapete de outono pensando que talvez nunca a tenha conhecido. ela é uma garota ninguém, com um coração sem dono, nunca vi nada tão perigoso em minha vida. eu não conheço ninguém de muitas maneiras, nem conheço você enquanto esta chuva que só tu vês cai. quando as pessoas vêm e vão, neste trem descontrolado, eu rolo pelo chão com dores crônicas.
Escrito por
caeiro
às
12:57:00 PM
1 comentários
Escrito por
caeiro
às
1:35:00 AM
2
comentários
tenho saudade de mim mesmo,
saudade sob aparência de remorso,
de tanto que não fui, a sós, a esmo,
e de minha alta ausência em meu redor,
tenho horror, tenho pena de mim mesmo
e tenho muitos outros sentimentos
violentos. mas se esquivam no inventário,
e meu amor é triste como é vário,
e sendo vário é um só. tenho carinho
por toda perda minha na corrente
que de mortos a vivos me carreia
e a mortos restitui o que era deles
mas em mim se guardava. a estrela d'alva
penetra longamente seu espinho
(e cinco espinhos são) na minha mão
drummond
Escrito por
caeiro
às
9:21:00 AM
0
comentários
ela exigia a existência de conflitos. sabia exatamente o que queria. tormenta ou calmaria, não importa, era a obstinação das remadas o que a confortava. eu não me confortava a mim mesmo e todas as tentativas resultavam em desastres. havia dor no sorriso, monstros nos pântanos e atuduras nas mãos. já gasto, percorria infernos de incertezas para poupar as terríveis marteladas do relógio. os troféus de honra ao mérito enchiam um lugar inteiro e já se transformavam em totens, insígnias familiares.
Escrito por
caeiro
às
10:14:00 AM
0
comentários
Acordo, sorrio, canto uma música ou várias, choro, fico entediada, decepciono-me, faço coisas que não quero, erro, pouco acerto, disparo o coração, falo, me arrependo, sorrio mais um pouco, durmo, não sonho, esqueço, acordo e tudo de novo, como se nada tivesse acontecido, como se nada tivesse aprendido...
Acordo, sorrio, canto uma música ou várias (...)
Escrito por
peka
às
2:44:00 AM
3
comentários
Cada semana as novidades eram muitas
Os acontecimentos, sensações, pensamentos transbordavam
E porque não dizer, também as ações...
Inconsequentes, muitas delas, mas que vinham do fundo da sua alma
Sentida a cada disparo do coração.
Então, porque não sentia tudo mudar?
Porque ao olhar de cima, como que saindo do seu corpo,
via a mesma apática pessoa?
De onde surgia aquele constrangimento de se olhar no espelho?
Desconforto vil, estúpido até...
pois, tinha a plena noção que ainda era o ínicio da sua vida
E que seus erros foram mínimos
Diante das nuvens que se formam logo alí...
Escrito por
peka
às
2:18:00 AM
0
comentários
Aceitar a saudade é privilégio exclusivo de quem fala língua portuguesa.
Escrito por
Athena
às
8:13:00 PM
1 comentários
definitivamente eu não me entendo...
queria uma piscina e ficar nadando a quarta-feira inteira, dia que não trabalho, mas ao mesmo tempo, não conseguiria abandonar os cigarros. queria mesmo fumar dentro da piscina.
queria mesmo ter mais tempo, mesmo não sabendo o que fazer com ele.
tô completamente apaixonado por fito paez, já ta parecendo aquele amigo no segundo tempo de uma bebedeira.
vi três filmes neste findi:
cheiro do ralo (muito bom pra caralho à beça) 300 de esparta (frank miller, preciso dizer mais alguma coisa?) e um outro que acabou de passar no supercine...acho que é a rua do pecado, alguma coisa assim.... muito bom.
gastei os últimos trocados que me restavam no cinema, que cada dia ta mais caro. to fudido pra completar o mês. que se foda, não gosto de março mesmo.
curiosamente (sim, até pra mim) gostei mais do que passou no supercine...vai entender...
frases bacanas dos filmes:
cheiro do ralo: "mulher é tudo igual, se tu bobeia, os convites vão pra gráfica".
300: "aproveitem o desjejum, comam bastante, pois esta noite jantaremos no inferno".
rua do pecado(ou algo que o valha): "-como tá a confusão mental?
-ta bem. ainda to conseguindo me relacionar com os outros"
chego em casa, não consigo dormir e, gênio, faço um lanchinho. brigadeiro e coca-cola. eu me mereço.
tão de sacanagem comigo. a tv é uma merda. quando não consigo mais ler e ficar na frente do pc, vou ver se acho algum programa sobre futebol. achei. mas muito, muito ruim.
crise renal na sexta. saí correndo da sala, os guris me perguntando se eu não ia jogar bola com eles na saída. respondí-lhes: "tem uma pedra no meio do caminho". entenderam porra nenhuma.
ligo pro giga: "cara, liga a tv, placebo tá tocando no altas horas". "eu sei, to vendo". a humanidade se restabelece e o giga nunca vai saber do que é capaz.
Escrito por
caeiro
às
2:31:00 AM
5
comentários
Acho que cheguei a uma conclusão de pois de ver 300:
o pior xingamento é o que tira nossa liberdade!
Escrito por
Anônimo
às
12:58:00 AM
0
comentários
- Vinicius, você tem que ir pra Belo Horizonte amanhã!!!
Já não me surpreendem essas frases no meu trabalho. Tudo lá é assim, muito bem planejado, com antecedência e tal. OK, eu vou, sem problemas. Então prossegue o diálogo:
- Vamos comprar a passagem de avião!
- Não, eu vou de ônibus.
- Porquê? Tá doido?
- Eu quero ue...basta.
Legal, vou de ônibus. Simplesmente todo mundo riu, zoando que eu tinha medo avião, etc, etc...e eu com a certeza absoluta de que essa escolha seria a certa.
Pego o ônibus 22:30h, ótimo horário. Em 6h de viagem, grandes chances do meu plano dar certo. A madrugada era perfeita para o que eu queria.
Ligo o MP3, e olho pro céu. Estrelas, muitas. Gosto quando observo as estrelas fixamente e o ônibus faz uma curva muito grande, parece que o universo é que está girando sobre nossas cabeças, indicando realmente uma grande mudança de rumo. A música, de Fito Paez, me faz lembrar da Argentina, outro objetivo que tenho em minha mente.
Horas, horas aguardando. Posso dizer que sou bom nisso.
Eis que chega o esperado momento: uma linda estrela cadente rasga o céu rapidamente, talvez em menos de um segundo. Mas é aquele segundo em que o tempo pára, e realmente me faz sentir algo bom, que não sei e nem quero saber descrever o que é. Juro que já vi essa cena por mais de 70 vezes na minha vida, talvez eu já seja um viciado nisso.
A viagem prossegue, e eu já contente, me permito dormir.
Escrito por
Vinicius Buscacio
às
12:56:00 PM
4
comentários
vou ver se mudo,
cansei de mentiras.
não sou santo, mas não minto.
podia mesmo pensar em nada.
podia mesmo fugir do que sinto.
podia mesmo dizer nenhuma palavra.
podia mesmo ser o que preciso.
vou ver se mudo,
vou ver se assim, quem sabe,
algo mude.
Escrito por
caeiro
às
11:38:00 AM
0
comentários
Estou aprendendo a observar a eloqüência do silêncio. Como nós pensamos em língua materna, o surdo não pensa em Português, mas em Libras. Logo, as palavras do Português são organizadas por eles na estrutura da Libras. A cada vez que entro numa sala, é como estar na torre de Babel. A solidão é tão grande, que só é um pouco amenizada pelo carinho e paciência deles. Em tempos de incomunicabilidade, de ausência de troca de experiências, é desesperador notar que os surdos são estrangeiros em seu próprio país, o português é uma língua estrangeira. Quais são os meios para cuidar de um jardim tão delicado?
Escrito por
Athena
às
10:29:00 AM
3
comentários
Parabéns a todos, esse blog tá ficando muito bom, todo mundo escreve muito bem, menos eu... ;¬(
-----------------------
Do nada ela afirmou que entendia de futebol. Sabe mesmo? Então me responde:
Eu: E por acaso você sabe pra que serve um cabeça-de-área?
Ela: Acho que sim. É o cara mais alto, que pula pra cabecear na área.
Eu: Não. Mais uma chance. Pra que serve a pequena área?
Ela: Pro goleiro não sair dali.
Eu: ...tá bom, só fiz perguntas difíceis. Agora essa é fácil: pra que serve o centro-avante?
Ela: Ahhh, essa é muito mole. Ele é a pessoa responsável em levar a bola do meio de campo para o atacante.
(ok!ok!ok!)
-----------------------
Lembrei de uma coisa. Depois de um filme muito foda e de muita viagem, decidimos por 3 votos a 0 que só existem dois tipos de coisa no mundo: o real e o absurdo, sendo que o absurdo deve ser controlado por alguém ou algo. Foi isso mesmo? Caraleo, que merda, não lembro...agora entendi o porquê daquele gravador existir...
-----------------------
O Thiago morreu de rir quando eu disse a frase: "A vida é um eterno perde-ganha. Um dia a gente perde, no outro, apanha."
Frase de um filósofo grego, Ἑκατομϐαιών D2 (Marcelo D2).
Escrito por
Vinicius Buscacio
às
10:06:00 AM
9
comentários
E eis que em breve nos separaremos
E a verdade espantada é que eu sempre estive só de ti e não sabia
Eu agora sei, eu sou só
Eu e minha liberdade que não sei usar
Mas, eu assumo a minha solidão
Sou só, e tenho que viver uma certa glória íntima e silenciosa
Guardo teu nome em segredo
Preciso de segredos para viver
E eis que depois de uma tarde de quem sou eu
E de acordar a uma hora da madrugada em desespero
Eis que as três horas da madrugada, acordei e me encontrei
Fui ao encontro de mim, calma, alegre, plenitude sem fulminação
Simplesmente eu sou eu, e você é você
É lindo, é vasto, vai durar
Eu não sei muito bem o que vou fazer em seguida
Mas, por enquanto, olha pra mim e me ama
Não, tu olhas pra ti e te amas
É o que está certo
Eu sou antes, eu sou quase, eu sou nunca
E tudo isso ganhei ao deixar de te amar
Escuta! Eu te deixo ser...
Deixa-me ser!
(Clarice Lispector)
--------------------------
Escutei Maria Betânia recitando esse poema... Belíssimo.
Viva o You Tube...
Escrito por
peka
às
2:16:00 AM
0
comentários
Eu bebo pra achar no fundo do copo a minha amada...
MORRE AFOGADA, DESGRAÇADA!!!
(dito por Amanda, depois de muita cerveja...)
Escrito por
peka
às
1:44:00 PM
4
comentários
sente-se aqui,
gostaria que soubesse de algo.
dificultei tudo, você sabe,
nunca foi fácil.
agora você vai saber,
pela primeira vez vou dizer
com todas as letras.
foram as nuvens, foram elas,
o que explica todos verem diferentes
formas são diferentes formas de ver.
agora eu vejo claramente
sente-se aqui
gostaria que soubesse de algo
o que não tem cura é o que
me interessa.
Escrito por
caeiro
às
1:38:00 PM
1 comentários
Seja bem-vindo, só fiquei com ciúmes, pois nosso perfil foi postado no mesmo dia, mesmo sendo um pouco antiga no blog. Mas vc fez juz ;-)
Escrito por
Athena
às
11:55:00 AM
3
comentários
Sempre espero, mas nunca imagino que as pessoas escreverão coisas bonitas sobre mim. Demorei para entender, como com quase todos os textos do Caeiro. A descrição é tão lusófona, porque fala das viagens permanentes, que não sei se aceito, por ser verdade, ou rejeito, por inutilmente tentar me arraigar a alguma coisa, qualquer coisa. Acho que por isso tenho saudades até e principalmente do que não vivi.
Escrito por
Athena
às
11:49:00 AM
1 comentários
Sete de cada lado, as mulheres assistindo, todos com barriga e pouco fôlego, menos Arruda. O Arruda em grande forma. Magro, ágil, boa cabeleira. Cinqüenta anos, e Brilhando. Foi depois de o Arruda dar um passe para ele mesmo, correr lá na frente como um menino, chutar com perfeição e fazer um o gol, para delírio das mulheres, que todo o time correu para abraçá-lo. Que gol! O Arruda era demais. Empilharam-se em cima do Arruda. Apertaram o Arruda. Beijaram o Arruda. O Arruda depois diria que alguém tentara morder a sua orelha. Quando o Arruda quis se levantar para recomeçarem o jogo, não deixaram. Derrubaram o Arruda outra vez. Quando ele parecia que tava conseguindo se livrar dos companheiros, veio o time adversáro e pulou no bolo para cumprimentar o Arruda. O Arruda teve que sair do campo, trêmulo, amparado pelas mulheres indignadas, enquanto o jogo recomeçava, agora só com os fora de forma. Na hora do churrasco, o Arruda ainda não estava totalmente recuperado da comemoração, para aprender.
Veríssimo, luis Fernando. O Melhor das Comédias da Vida Privada. Pág 139
Escrito por
Diamathos
às
2:48:00 PM
1 comentários
Escrito por
caeiro
às
9:34:00 AM
3
comentários
Parecia uma menina inocente da década de 20,
A Clara dos Anjos de Lima Barreto...
Tão pura que acredita nas letras das músicas de amor.
Mas o sangue que saiu do corpo, era de tinta vermelha.
O que fez com que as juras falsas ditas por "Cassi Jones"
Não doessem mais do que um dia...
Mas como doeu!
Escrito por
peka
às
2:03:00 AM
3
comentários
Bom, sou um novo radical livre , leve e solto, e espero que eu possa contribuir muito com a minha falta de conhecimento, desesperança e comunicação de auto-ajuda (por essa última eu cobro uma pequena taxa).
Agradeço a diretoria pelo convite e logo chego ao cargo de vice-presidencia yahoooo!!!
Escrito por
Diamathos
às
5:07:00 PM
2
comentários
Escrito por
Diamathos
às
4:49:00 PM
4
comentários
White Rabbit (tradução)
Jefferson Airplane
Uma pílula deixa você grande
E uma pílula deixa você pequeno
E aquelas que a sua mãe lhe dá
Não fazem efeito nenhum.
Pergunte à Alice
Quando ela estiver alta
E se você for caçar coelhos,
E souber que irá falhar,
Mostre a eles uma lagarta fumando "Hookah"
Terá feito o chamado para você
Chame a Alice
Quando ela estiver apenas pequena.
Quando os homens no tabuleiro de xadrez
Levantarem e lhe disserem onde ir,
E você tiver apenas um tipo de cogumelo
E sua mente está movendo lentamente,
Pergunte à Alice;
Eu acho que ela saberá.
Quando lógica e proporção
Tiverem caído por terra
E o Cavaleiro Branco está falando ao contrário
E a rainha vermelha "corte a cabeça dele!"
Lembre-se o que o rato silvestre disse:
"Alimente sua cabeça"
*Hookah = cachimbo usado por orientais.
---------------------------
Bandinha um bocado psicodélica, maneira...
Dica pra quem quiser... Acho que vão gostar!
Escrito por
peka
às
4:34:00 PM
1 comentários
eu queria cantar mais um pouco, te ver um pouco mais. não queria ir para a sibéria de sonhos atrasados. não queria viver como um operário do século 21 que acha que tua jornada é tão absurda quanto a de sísifo. antes que se diga, eu sei, não sou operário, também sei que não vivo como se estivesse aqui no 21. acho isso uma puta virtude, a única que consigo me admitir. sinto-me muitas vezes num labirinto onde as palavras caprichosamente se escondem, animais ariscos e brincalhões. o problema é que acho que estou ficando velho e mesmo a canção que gostava tanto já não me toca como antes. não queria viver nessa sibéria que estamos condenados a viver, e na qual a maioria nem se dá conta que vive. nada aqui é festa.
Escrito por
caeiro
às
10:02:00 AM
2
comentários
aproximou-se dos rudes. ao seu modo. tão indócil como sempre fora. a velha história de sempre do rapaz inteligente que despreza a escola. sim. não gostava de escola e sabia, muito bem, que não era nenhum idiota por isso.
da armadura lembra-se somente da limitação de movimento. útil a armadura. era ele que não servia mais. o que fazer das representações sociais agora que não era mais um rude entre os rudes, perguntava-se. mais: e a velha, e antes injustificada, tendência de não limitar-se aqueles contatos tão pouco sutis e representativos?
sabia agora que, naquele jogo de luz e sombra, quanto mais próximo da sombra, mais clareza de visão tinha sobre sua silueta. sabia perigoso esse conhecimento. não ousaria, e nem queria em verdade, passá-lo adiante.
Escrito por
caeiro
às
8:58:00 AM
0
comentários
Tenho um pouco de fragilidade com sombrancelhas baixas
Que me atacam mais em dias que expectativas são frustradas
O problema é que minhas expectativas não podem derivar dos outros
Tem que vir de mim... Eu tenho que ter expectativa em mim
Essa conclusão me animou um pouco...
Porque percebi que aquela casca que eu tinha tanto medo que surgisse
Cresceu em volta do meu peito, já podemos observar ela cobrindo a minha inocência
Agora basta apenas eu aceitá-la.
Tudo isso me lembrou o meu primeiro trauma de infância,
Vou contar-lhes:
Eu não cursei o Jardim de infância, o que me frustra um pouco quando lembro as pinturas azul céu e vermelho escarlate, sem sentidos, que poderia ter feito e fui privada (saudades do que não foi), sendo assim arrebatada para uma sala do dito C.A, em que a (famosa) professora Beth puxava as orelhas dos alunos para os ensinar a ler e escrever. Pois bem, quando entrei na turma já sabia ler, escrever, sinônimo, antônimo, e muitas coisas que as outras crianças da turma ainda buscavam aprender. Porque desde há muito minha mãe me ensinava. O deslize de minha mãe foi utilizar folhas de papel ofício nesta aprendizagem, o que fez com que eu não tivesse conhecimento de como era escrever na linha reta (nunca tive muita tendência a retidão assim)... Quer dizer, meu caderno era uma bagunça, com frases que iam de um lado ao outro da folha, com linhas imaginárias só vistas por mim... A malvada Beth, não levou em consideração todo esforço que eu não queria ter feito para aprender tudo que já sabia, e ao ver o que ela pensava ser apenas bagunça em um caderno, rasgou-o em todas as suas folhas, jogando-o no lixo. Nunca vou me esquecer daquela cena, de minha cabeça baixa e o retornar para a cadeira muito assustada, e principalmente do horroroso caderno de caligrafia que fui obrigada a utilizar depois disso, com a minha mãe e não a malvada Beth, a controlar cada letra fora da linha, o que fez com que minha letra se tornasse redondinha, e desenhada em cada detalhe, como se ainda escrevesse no caderno de caligrafia.
Hoje me vejo meio perdida, como se tivesse perdido as linhas retas do caderno, tão determinadas durante meus dias... É como se eu tivesse voltado a escrever nas minhas linhas imaginárias, e meu coração se cobre de medo de que a qualquer momento ele possa ser rasgado!
Eu hoje tive um pesadelo
E levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo
E procurei no escuro
Alguém com o seu carinho
E lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
De um tempo que eu era ainda criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço, um consolo
Hoje eu acordei com medo
Mas não chorei nem reclamei abrigo
Do escuro, eu via o infinito
Sem presente, passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim
E que não tem fim
De repente, a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu há minutos atrás
(Poema - Cazuza)
Escrito por
peka
às
2:37:00 AM
14
comentários
Curta com Selton Mello e Seu Jorge analisando os filmes de Tarantino.
Maravilhoso!!!
A nossa idéia inicial no blog era postar nossos comentários, criticas, sobre filmes, músicas, livros... Pois bem, deliciem-se com as desse video...
Abraços, radicais...
http://video.google.com/videoplay?docid=109634585641061741&hl=en
Escrito por
peka
às
12:52:00 AM
0
comentários
Escrito por
peka
às
2:37:00 PM
2
comentários
Toda vez que eu passava ouvia sons de dentro da gaveta fechada
Achei que estava ficando maluca
A gaveta berrava e eu fingia nem dar ouvidos
Ninguém mais ouvia aqueles sons, só eu...
De vez em quando até um mal cheiro escapava das frestas da gaveta
Cheiro de gente que já se foi...
Um dia, os sons das palavras pararam de gritar
Abafados pelo tempo
Foi assim que pude abrir a gaveta sem me assustar.
Li e reli suas cartas,
E as palavras apenas sussurraram lembranças boas de se lembrar.
As vezes, ouço de madrugada, uns sonzinhos bem baixinhos lá de dentro o meu nome cochichar...
Mas, tua lembrança tá tão apagada que fico com preguiça de levantar.
Escrito por
peka
às
2:20:00 AM
2
comentários
, cacete, Caeiro, quando você escreverá o meu perfil de colunista ?? Depois fala que eu não escrevo no blog. Estou me sentindo excluída ...
"Desabafo de alguém curioso pra saber a visão das pessoas sobre ..." ;-)
Escrito por
Athena
às
9:26:00 PM
3
comentários
O que significa assistir a um show da melhor banda cover do Pink Floyd, com um integrante que só esteve integrado com a banda lááááá em Pompéia, há mais de trinta anos atrás ?
O Show, talvez uma ironia, é o The dark side of the moon, o mesmo gravado láááá em Pompéia.
Pompéia foi engolida pelas lavas de si mesma, uma semana depois do Floyd ter aterrisado no lado negro da lua. Acho que a massa preta e flamejante (como o flamengo ??? é a mesma origem de flamula, flamens, ....) e engoliu a unidade da banda. Sabe o que torna uma banda uma banda? A unidade. Roger Waters dominou, posteriormente, com suas neuras freudianas ( pai na guerra, vontade de comer a mãe, essas coisinhas,...) toda a criatividade do Floyd (Ou todo o dinheiro, ou todos os direitos autorais). O The Wall é maravilhoso, porém o que veio depois irritou qualquer um que não está afim de se condoer com os traumas de um astro do Rock.
Eu prefiro as bicicletas, o gato Lúcifer e as músicas que tem gostinho de infância do Syd Barret! Só o Syd me induziria a pintar o cabelo da cor de ouro ... O Syd mora no lado obscuro da lua, para ele é absolutamente normal ... O restante da banda visitou-o algumas vezes e se perderam no caminho.
Agora, o paradoxo : Fiquei com uma leve grande vontade de ir ao show! Mas vou comer o bolo da Adriana na Pekita ...
Escrito por
Athena
às
8:46:00 PM
3
comentários
Um fundo preto e branco
Nossos rostos se mostravam rosados
E faz tanto tempo...
Invento que continuo ferindo pessoas pra tentar me salvar
Mas, da poça que se forma no chão a maior parte do sangue é meu
E fica essa vontade enorme de pedir desculpas e suplicar retornos
Quando foi o mundo que me disse NÃO.
Continuo querendo ver segurança transpirar pelas mãos
E elas permanecem vazias
Tremem e se mostram em duvida sobre o que pegar.
Eu, as vezes, acho que não vou me adaptar
E começo a me envergonhar
Fico com muita vontade de quarto trancado
Para fugir a pergunta:
"E aí, o que você tem feito?"
NADA, NADAAAAAAAAAAAAAA!!!
Escrito por
peka
às
2:41:00 AM
0
comentários
o olho enxerga o que deseja e o que não
ouvido ouve o que deseja e o que não
o pinto duro pulsa forte como um coração
trepar é o melhor remédio pra tesão
um terço é muita penitência pra masturbação
a grávida não tem saudades da menstruação
se não consegue fazer sexo vê televisão
manteiga não se usa apenas pra passar no pão
boceta não é cu mas ambos são palavrão
gozo não significa ejaculação
o tato mais experiente é a palma da mão
o olho enxerga o que deseja e o que não
ouvido ouve o que deseja e o que não
depois de ejacular espera por outra ereção
o ânus precisa de mais lubrificação
por mais que se reprima nunca seca a secreção
o corpo não é templo, casa nem prisão
uns comem outros fodem uns cometem outros dão
por graça por esporte ou tara por amor ou não
velocidade se controla com respiração
o pau se aprofunda mais conforma a posição
o tato mais experiente é a palma da mão
arnaldo antunes. sem mais.
Escrito por
caeiro
às
12:56:00 PM
0
comentários
escutei por esses dias e tornou-se algo essencial para mim, já nem lembro muito bem de meus gostos anteriores, de meus surtos musicais passados, fito paez, cantor argentino. delicadíssimo. inteligente músico e arranjador. letrista sensível.
segue uma (infelizmente péssima) tradução minha para uma de suas músicas.
desculpem o tamanho do post, mas acho que vale a pena.
ao lado do caminho
gosto de estar ao lado do caminho
fumando e esperando que tudo passe
gosto de abrir os olhos e estar vivo
estar de ressaca
ou então navegar se for preciso
em barcos que se lançam ao nada
viver atormentado de sentido
creio que esta, sim, é a parte mais pesada
em tempos onde nada escuta nada
em tempos de todos contra todos
em tempos egoistas e mesquinhos
em tempos onde estamos sempre sozinhos
terá que declarar-se impotente
em todas as matérias de mercado
terá que declarar-se um inocente
e terá que ser abjeto e desalmado
eu já não pertenço a nenhum "ismo"
me considero vivo e enterrado
eu ponho as canções em teu walkman
e em tempo, me ponho do outro lado
terá que fazer o que é e o que não é devido
terá que fazer o bem e causar dano
não duvides que o perdão é divino
e errar às vezes é ser humano
não é bom fazer inimigos
que não estão à altura do conflito
que pensam que fazem uma guerra
e se comportam como garotos
que rondam por ministérios sinistros
fazendo a paródia do artista
e de tudo o que brilha neste mundo
eu era um cara triste e encantado pelos beatles
os livros, as canções e os pianos
o cinema, as traições, os enigmas
meu pai, a cerveja, as pastilhas, os mistérios, o whisky
o frio, o crime, o dinheiro e minhas 10 tias
me fizeram este homem
se alguma vez cruzar por mim na rua
manda-me teu beijo e não te aflijas
se ver que estou pensando em outra coisa
não é nada mau, é que passou uma brisa
a brisa da morte apaixonada
mas não te assustes caso passe por mim
é só a intuição de meu destino
gosto de estar ao lado do caminho
fumando e esperando tudo passar
gosto de voltar à dúvida
para acordar em sonhos em minha casa
do garoto que jogava bola
ninguém prometeu um mar de rosas
falamos do perigo de estar vivo
não vim divertir tua família
o mundo cai aos pedaços
gosto de estar ao lado do caminho
gosto de te sentir ao meu lado
Escrito por
caeiro
às
6:49:00 PM
2
comentários
liga não. é março mostrando as garras. é sempre assim; chega de mansinho, despretensiosamente, e no final, tu queres ir embora junto. sou bem entendido de março. raras vezes me deixou impune. é sempre março em sonhos distantes, sempre esse mês cruel e indócil, sempre as mesmas tempestades (podes esperar), os mesmos ventos fortes arrancando raizes sagradas. quisera eu ser uma folha seca (como os chutes de didi), mas sou raiz fincanda forte lá no chão. sem perdão, sou o jardineiro de mim mesmo.
Escrito por
caeiro
às
5:09:00 PM
1 comentários
o quem intessar possa... olhem! descobri nesta tardinha de hoje, despretensiosamente, o que estava escrito naquele avião de papel que o pequeno otto jogava pela janela da escola aos montes sem razão aparente e que a pequena anna achou um e entregou para a mãe no dia que soube da morte de seu pai. otto, por sua vez, olhou interrogariomente para seu pai afim de conseguir uma resposta. o pai de otto disse: "esse é a questão de toda vida". num tom solene e expressivo. otto, é claro, não animou-se da resposta, queria mais. em algum momento.
"como acaba essa viagem?"
Escrito por
caeiro
às
4:50:00 PM
3
comentários
todas as coisas cujos valores podem ser
disputados no cuspe à distância
servem para poesia
o homem que possui um pente
e uma árvore
serve para poesia
terreno de 10 x 20, sujo de mato - os que
nele gorjeiam: detritos semoventes, latas
servem para poesia
as coisas que não levam a nada
têm grande importância
cada coisa ordinária é um elemento de estima
cada coisa sem préstimo
tem seu lugar
na poesia ou na geral
tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma
e que você não pode vender no mercado
como, por exemplo, o coração verde
dos pássaros,
serve para poesia
tudo aquilo que nossa
civilização rejeita, pisa e mija em cima,
serve para poesia
o que é bom para o lixo é bom para a poesia
as coisas jogadas fora
têm grande importância
- como um homem jogado fora
aliás é também objeto de poesia
saber qual o período médio
que um homem jogado fora
pode permanecer na terra sem nascerem
em sua boca as raizes da escória
as coisas sem importância são bens de poesia
essa é do manuel de barros, poeta brasileiro, talvez o maoir ainda vivo.
para que as pessoas possam funcionar "sem apertar o botão"
Escrito por
caeiro
às
3:57:00 PM
0
comentários
Outro dia ouvi dizer que as coisas estão perdendo seu valor
O mundo não sabe, mas teria um pouco mais de ares de suicidio moral
Beiradas de precipicios intelectuais...
Horas de discussão sobre qual mulher do big brother é melhor
A mais gostosa ou a mais bonita
Uma busca incrivel de perfeição nas curvas da barriga.
Quando a carapuça me serve, não dá vontade de estudar ou de lutar.
As discussões sobre o mensalão, falcatruas, CPI
Cadê? Acabaram as eleições...
Tudo é por um instante tão breve...
Os sofrimentos internos, externos, mundiais, na alma
Assim como os prazeres
Só levam 15 minutos de fama
São voluveis e fugidios...
Os neurônios o recebem com tanto choque e emoção, depois joga-os na lixeira do esquecimento
Num subconsciente só acordado a base de pancada ideológica
E da onde será que ela vem?
Será que ela vem?
Escrito por
peka
às
3:47:00 AM
0
comentários
Há tanto caos dentro de um sorriso
Há lágrimas de noite escutando música que lembra...
Talvez uma música que lembre o futuro
"Transfiguração"
Tinha aquele vento sempre pra susurrar no meu ouvido
que eu ainda não tive o que mais prezo e falo,
e que talvez eu precisasse ser ruim, audaciosa para isso,
e outro que sussurra: assim não vale a pena.
A água que escorre no chuveiro, esconde a água dos olhos
Não gosto de deixar a minha fragilidade escondida
Ela é tão exposta quanto a minha expontaneidade
Só os sonhos e pessoas merecem o pedestal
Tá lá mais um corpo estendido no chão...
Digo e repito: Tem gente que gosta tanto do ato de cagar, que caga até pela boca, sendo essas merdas, geralmente, as que mais fedem!!!
Escrito por
peka
às
3:15:00 AM
1 comentários
No meu caminho habitual, tristeza e alegria caminham juntas. A tristeza com o polegar e o indicador a retirar o aperto da calcinha na bunda, a alegria perdendo o ônibus e ameaçando uma corridinha de desesperados acenos. Na loja habitual, 10 tv’s passando o que há de mais habitual na programação diária, começo de noite e um vendedor ambulante. “Quero um controle remoto universal”. “15 real”. Passo, disfarçado de intelectual, jornal na mão, testa suada de preocupação e cabeça nas nuvens, e com o meu novo brinquedo desligo as 10 tv’s. Vou pra casa mais feliz que quando conheci o dry martine.
O chato é abrir o portão tetânico, entrar na vila e lembrar que detesto esquentar o arroz e fritar a carne. O resto é conseqüência.
Fosse a cicatriz do lado de fora e eu poderia supor o aparelho cortante. É sem sucesso que esgueiro por este terreno, é movediço o meu chão e pantanoso o caminho. Autoconhecimento é auto-enganamento, e cada um tem o que merece.
trecho de minha novela "decidi que ficaria na dúvida".
Escrito por
caeiro
às
1:16:00 AM
0
comentários
babu. casou-se, teve filhos, separou-se. hoje tá gordo. era o mais bobo.
márcio. sumiu no mundo, esteve envolvido com alguma coisa errada. mantém aquele olhar luminoso de revolta. era bravo e brigão.
rodrigo. o pegador. tá forte. dizem que usa bomba. continua nebuloso. nunca entendi direito sua personalidade.
marcelinho. era craque. cresceu. muito. o que tornou sua cabeça proporcional ao corpo. tem uma humildade talvez única. fruto de uma família sadia.
vladimir. errou por aí. nem tenho notícias dele. era um dos mais medrosos e controlados pelospais. engraçado, mudou muito.
evandro. um dos mais queridos por todos. poucas vezes ví alguém jogar futebol tanto quanto ele. viciou-se em cocaina. morreu espancado num hospício. rosto deformado.
dudu. o desengonçado dudu passou uns tempos na marinha. era gordinho, hoje tá fortão.
soviético. gente boa na minha época. era o garoto rico da rua. pôs a fila das meninas da rua pra andar. dizem que pegou quase todas.
igor. sei pouco sobre ele. agora vejo que nunca o conheci minimamente.
bezouro. meio errante. sabe se virar sem magoar os outros.
repeteco. filho do único bandido do bairro na minha época. (bons tempos). seguiu os passos do pai. pena. morreu com dezessete. era o único que encarava o evandro na bola.
fofinho. bem, esse era meio zé roela. depois de velho ficou espertão. me parece que tá enrolado com paradas escusas. tomara que não.
fabinho. cara responsa. sumiu de nosso convívio durante uns tempos. voltou chefe de boca de fumo. morreu novo. tiros e tiros.
Escrito por
caeiro
às
8:50:00 PM
3
comentários
ou não somos livres e o responsável pelo mal é deus todo-poderoso, ou somos livres e responsáveis, mas deus não é todo-poderoso.
albert camus. "o mito de sísifo".
Escrito por
caeiro
às
9:45:00 AM
1 comentários
Decidi arrumar o quarto. Para a maioria das pessoas, pode ser algo normal, mas pra mim é algo místico. É incrivel a quantidade de objetos e recordações que surgem do nada, que ficam escondidos no meio de tanta poeira e de velhas peças de computador.
Ligo pra minha namorada, faço uma piada boba, mas surpreendentemente, ela morreu de rir. "- Beijo, boa noite!"
Sem muitas opções, vou pra TV. Lembro-me do 'People and arts', um canal sempre com alguma programação relacionada ao sentimento das pessoas. Seria um ótimo canal se as pessoas não gostassem tanto de coisas como reality shows, boxe, rap e 'desesperate housewifes'. 90% da programação desse canal é tosqueira, mas às vezes tem algo legal.
Dei sorte. Uma menina de cabelo vermelho começa a correr, correr, correr...opa...será..."- Caralhuuu, é Corra Lola corra"...que filme foda, 100% inspirado na teoria do efeito borboleta. Fantástico.
No intervalo, corro na cozinha, faço um copo de Nescau. Vários fatores como vento, umidade do ar, temperatura do leite e tamanho da colher influenciam na qualidade do copo de nescau, e eu dei sorte, estava tudo perfeito, tudo deu certo.
Desse modo, a noite foi perfeita.
Escrito por
Vinicius Buscacio
às
12:43:00 PM
2
comentários
para tirar o brasil dessa baderna
só quando o morcego doar sangue
e o saci cruzar as pernas
Escrito por
caeiro
às
11:28:00 AM
0
comentários
Uma discursão ferrenha entre eu e uma amiga, sobre um assunto cetico e polemico que ela levantou: por que os meninos conçam o saco, se as meninas num saem por ae coçando a periquita!!
....eu, como um ser em experiencia simples sobre o contexto, expliquei de forma simples e com desenhos, que o motivo simples era que as mulheres tem as "partes baixas" ,digamos assim, sem elevações, sem dobras..bem, eu diria dobras estupidamentes visiveis...vocês entenderam porra!
e como o saco tem rugas e dobras , com o suor e tal, termina coçando...
ps:sim...isto foi real..e melhor visualizado na hora da explicação!
-------------------------------------------------------------------------------------------------
Frsaes ad semanum:
"Um fazendeiro tinha uma plantação de bucetas. Um dia ,chuveu pra caralho e fudeu tudo!"
Escrito por
Anônimo
às
4:23:00 AM
0
comentários
"tudo o que sei sobre moral e responsabilidade devo ao futebol", afirmou albert camus em 1957, após ganhar o prêmio nobel de literatura. "aprendi que a bola jamais vem para a gente por onde a gente espera..."
se camus é por nós, quem será contra nós? rs
to mais feliz com este título vinicius, do que quando conheci a caipivodka. olha que fiquei muito feliz em conhece-la.
Escrito por
caeiro
às
3:39:00 PM
6
comentários
não sei até quando esperar que a esperança chegue. sinto-me um puro sangue a puxar carroças. até os tragos de meus cigarros me conhecem melhor do que quem sempre quis que me conhecesse bem. tenho também os meus altos e baixos. não só a bolsa de valores. tenho pena de minhas opiniões. e firo minhas mãos com raiva.
Escrito por
caeiro
às
3:37:00 PM
0
comentários
Nunca dê seu sangue para alguém. Você precisará dele para prosseguir.
Escrito por
Athena
às
9:29:00 AM
1 comentários
A cada dia que passa, conquisto mais pessoas e perco mais pessoas. As do meu passado-presente, vão morrendo aos poucos. As de hoje, matarei depois.
O que me conforta é que há pessoas de ontem, que possivelmente não serão de amanhã, que permanecem e permanecerão amadas, mesmo que me deêm um tapa nos cornos. Estas pessoas me confortam, mesmo que não as veja, não fale com elas sempre, em meu pensamento a convivência é quase indecente. rsrs.
Sabem de quem eu estou falando, não sabem? rsrs
Estou muito triste, sei que esta merda não é espaço para isto, mas se alguém reclamar, já sabe :bang bang!
Escrito por
Athena
às
9:23:00 AM
1 comentários
Era de tarde
Tinha as uvas... tinha o morango
Talvez uma manga... hummm... coloca o mamão também
Tá feita a salada...
E o chocolate, junto com um beijo...
E o filme... Talvez "Brilho Eterno" passando na TV
O sol não estava queimando, mas aquecia a casa
Parecia um ninho...
Um abraço na cintura e uma frase engraçada
Falou que ficou com ciume de fulano e sorriu de lado
Como se soubesse que já sou sua, mas fazia questão de me conquistar
De brigar por mim...
Essa mania de só lembrar as coisas boas é que acabam comigo...
Escrito por
peka
às
2:44:00 AM
0
comentários
Caros amigos,
os dias passam, insistem em passar. Reprisando um post do mês passado, insisto: "Acabou o carnaval – a única coisa séria e organizada neste Brasil. O restante do ano será a bagunça e sacanagem de sempre com o noticiário direto de Brasília."
Seguimos nós, moradores da cidade violenta, lutando contra muitos adversários, uns mais visíveis, mas a maioria não. Lembro-me do Planet Hemp, mais exatamente do B Negão, que dizia: "fazendo aquela média clássica entre a lei de murph e a teoria do caos, eu, B Negão, sigo minha vida normal de cidadão de terceiro mundo...permanentemente topando com a encruzilhada".
Se correr o guarda prende, se ficar o banco toma. Seguimos seguindo (sic), e só a teoria do caos pra tentar explicar nossa existência, nossa vida, e nosso dia a dia.
Como não tenho respostas....fui!
----
got a devil's haircut in my mind!
Escrito por
Vinicius Buscacio
às
1:23:00 PM
1 comentários
não me tornei ermitão. não peço carona à noite. não te acho engraçado. não tenho medo do escuro. não uso óculos escuros. a praia me é indiferente. não escrevo com sangue. não tenho antecedentes criminais. não tenho esperança nem desespero. não to esperando a hora certa. duvido que você entenda. não tenho um interlocutor perfeito. não sou interlocutor perfeito de ninguém. não choro de madrugada desdos 17 anos. não tenho uma paixão secreta. não espiono ninguém. não tenho saúde de ferro. não tenho corpo fechado. minhas mãos não têm calos. sou canhoto e destro, mas não ambi-destro. não acho o trabalho enobrecedor. desconfio de quem fala que entende. detesto o tarcísio meira. gosto de música como quem gosta de lasanha ou de sushi. não como nada do mar. detesto pudim. sou ateu. não corro por atalhos. sou saudosista. já quis mudar o mundo. hoje só luto pra eu mesmo não mudar demais. reconheço os meus defeitos. não gosto de dançar. não sou divertido. me acho chato como tudo que conheço. conheço poucas pessoas de verdade. já me enganei muito com os outros. já me enganei sozinho. e hoje, quando abro os olhos e me vejo no espelho, só torço pra que tudo tenha aquela pontinha de sentido que no fundo no fundo eu sei que não existe.
Escrito por
caeiro
às
8:50:00 PM
5
comentários
Os dias estão envelhecendo
As pessoas estão cada vez mais selvagens
.
Escrito por
Anônimo
às
3:58:00 PM
0
comentários
querendo se perder
ele se deu conta que não
pertence a nenhum lugar
sua casa é só pedra
seu pais não presta
ele é estrangeiro em seu próprio lar
mas ignoramos
somos estrangeiros
onde quer que estejamos
mas ignore
ele é estrangeiro
onde quer que more
"a sensação amarga de pertencer a um pais que não presta, de não ter raizes nem identidade, de viver a sua terra como uma terra estrangeira, de ser estrangeiro não por que ocasionalmente se encontra fora do pais em que nasceu, mas porque é estrangeiro como condição. sobrevive fora do espaço em que poderia se realizar. está todo o tempo no hotel dos viajantes. sobrevive como um navio encalhado num banco de areia, como num carro em disparada para romper a fronteira".
entre aspas: preâmbulo do filme "terra estrangeira" de walter salles... muito bacana.
Escrito por
caeiro
às
4:44:00 PM
0
comentários
uma poesia que não sabe a que veio, e que mesmo não sabendo, voltaria outras vezes.
uma poesia sem rumo, e que mesmo tendo, não vê limites.
uma poesia sem dono, e que mesmo assim só quer achar alguém.
uma poesia sem beleza, mas que mesmo assim oscila pelo sol.
uma poesia que nunca acordou sabendo como ou por quê.
uma poesia que já foi fraca, que já foi forte, mas que agora não sabe o que é.
uma poesia que só quer ser poesia.
Escrito por
caeiro
às
2:49:00 PM
0
comentários
"só se encontram palavras para descrever aquilo que se despreza, não importa o quanto estimado tenha sido outrora".
Escrito por
caeiro
às
1:33:00 PM
0
comentários
Vivo condenado a fazer o que não quero
De tão bem comportado às vezes me desespero
Se faço alguma coisa sempre alguém vem me dizer
Que isso ou aquilo não se deve fazer
Restam meus botões, já não sei mais o que é certo
Como vou saber o que devo fazer
Que culpa tenho eu me diga amigo meu
Será que tudo que eu gosto
É ilegal é imoral ou engorda?
Há muito me perdi entre mil filosofias
Virei homem calado e até desconfiado
Procuro andar direito ter os pés no chão
Mas certas coisas sempre me chamam atenção
Cá com meus botões, bolas eu não sou de ferro
Paro pra pensar, mas não posso mudar
Que culpa tenho eu me diga amigo meu
Será que tudo que eu gosto
É ilegal é imoral ou engorda?
Se eu conheço alguém em um encontro casual
E tudo anda bem num bate-papo informal
Uma noite quente sugere desfrutar
No meu terraço a vista é de frente pro mar
Mas a noite é uma criança
Delícias no café da manhã
Então o que fazer já não quero saber
Se como alguma coisa que eu não devo comer
Se tudo que eu gosto é ilegal é imoral ou engorda
--------------------------
Primeira e unica homenagem ao Robertão... hahahah... mas essa letra merece!!!
Ontem minha mãe veio me dizer pela milésima vez: Vc tá engordando minha filha...
Minha resposta: É mãe, alguma satisfação na vida a gente tem que ter.
Será que tudo que eu gosto é ilegal, é imoral ou engorda??? hahahahhaha.
Escrito por
peka
às
1:08:00 PM
3
comentários
Cigarros e leite com chocolate
São eles o par do meu desejo
Parece que tudo que gosto é um pouco mais forte
um pouco mais compacto, um pouco mais nocivo para mim
Se eu comprasse balas de mascar
e tivesse de come-las de uma só vez
Parece que tudo que gosto é sempre um pouco mais doce
um pouco mais corpulento, um pouco mais venenoso para mim
E existem aquelas outras coisas
Que por motivos claros não mencionaremos
E tudo a respeito delas as fazem um pouco mais estranhas
Um pouco mais severas, um bocado mortíferas
E isto não é muito esperto
fazerem se tornarem uno
como um coração partido
Ainda que não haja uma apresentação pelas minhas costas
Situações difíceis ou uma intervenção amigavel
Eu herdeira, um pouco da Irlanda
um pouco da Torre de Piza
aonde quer que veja você
seja gentil por favor caso eu esteja confuso
letra de rufus wairight, músico muito bacana.
Escrito por
caeiro
às
6:34:00 PM
0
comentários
Meu pai que tem mania de dizer: Essa mulher é bonita até cagando...
Como se ele já tivesse visto ela cagando (eca)...
Isso me lembrou os meus coelhinhos tão fofinhos, mas que mantinham em seu quartinho um odor inexpugnável, assim como o existente na Central... hehe.
É sempre interessante como as pessoas julgam que aquilo que é belo é também cheiroso, limpo, verdadeiro, amável, enfim, um conjunto de qualidades consideradas positivas. Por outro lado, aquilo que é feio é considerado sujo, asqueroso, indigno. (Será que somos como os outros animais, só que ao invés de escolhermos nossos reprodutores pela sua força, o padrão agora é o da beleza?)
O importante é sabermos que todos cagamos, ninguém escapa disso... e tem gente que gosta tanto desse ato, que caga até pela boca, sendo essas merdas, geralmente, as que mais fedem!!!
Escrito por
peka
às
2:24:00 PM
2
comentários
Um pingo no rosto
Escorreu pelos seios
entrou no coração e lá ficou
Até que se aconchegou
Outro pingo parou no umbigo
Formou uma pocinha
em que ela brincava todo dia de manhã
Um outro caiu no ombro de seu amor
E molhou tanto seu destino
Que até hoje ele pensa se valeu a pena
Tanto sofrimento...
Escrito por
peka
às
7:00:00 PM
0
comentários
deve haver alguma coisa que ainda te emocione
uma garota, um bom combate, um gol aos 46
deve haver alguma coisa que ainda te emocione
te vejo sentado no banco dos réus
pra falir a banca bancando o coitado
quanto mais culpado melhor o advogado
deve haver alguma coisa que ainda te emocione
um cavalo em disparada, pijamas...nada pra fazer
deve haver alguma coisa que ainda te emocione
tudo guardado num banco americano
a sete chaves, o sétimo céu
eu sinto te informar: o banco foi roubado!
é o velho jogo: pedra, tesoura e papel
deve haver alguma coisa que ainda te emocione
um vinho tinto...um copo d'água
a chuva no telhado...um pôr-de-sol
deve haver alguma coisa que ainda te emocione
essa é dos engenheiros... outros subestimados.
se fossem levados à sério, talves fossem ainda mais odiados.
mas são fodas.
Escrito por
caeiro
às
11:31:00 PM
1 comentários
Caraca...essa frase foi genial...segue:
"Acabou o carnaval – a única coisa séria e organizada neste Brasil.
O restante do ano será a bagunça e sacanagem de sempre com o noticiário direto de Brasília."
Putz...sem comentários. O autor (acredito ser ele) encontra-se aqui.
Esse ano fui ao desfile das escolas mirins, como sempre. E novamente, foi muito muito bom. Ano que vem eu juro que chamo a todos vocês. É de graça e é muito maneiro.
E fui também no desfile das campeãs, que também foi ótimo. Eu nunca tinha ido ver o desfile das escolas, agora quero ver todos os anos. Trocadilhos inevitáveis, sim, eu vi a Mangueira entrar. E gostei.
Curiosamente, não gosto muito de blocos. Sei lá porque, talvez seja pelas letras das músicas, acho muito sem graça. Mas do desfile das escolas eu gosto, até porque tem a Vila Isabel, e ai é igual a time de futebol, não tem jeito...
Agora, o samba da Mangueira esse ano foi lindo demais, um poema...falava sobre a língua portuguesa, e era muito bonita tanto abordagem do tema como a melodia da música. Sobre a Sapucaí, eles diziam que (a Mangueira) "Faz do Palácio do Samba uma casa portuguesa, é uma casa portuguesa com certeza." Sem contar a frase "A minha pátria é a minha língua"...muito 10, lindíssimo desfile.
Amigos na praia, entardecer olhando o mar... uma bandinha com músicas em espanhol que não sei definir o estilo...que mais...hum... ah, tá bom já.
Escrito por
Vinicius Buscacio
às
11:23:00 PM
0
comentários
eu não estou interessado em nenhuma teoria
em nenhuma fantasia nem no algo mais
longe o profeta do terror que a laranja mecânica anuncia
amar e mudar as coisas me interessa mais... muito mais...
eu não estou interessado em nenhuma teoria
nessas coisas do oriente, romances astrais
minha alucinação é suportar o dia-a-dia
meu delírio é a experiência com coisas reais
um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
garotas dentro da noite...revólver:"cheira cachorro"
os humilhados do parque com os seus jornais me interessam
amar e mudar as coisas me interessa mais
um corpo cai do oitavo andar
a solidão das pessoas nessas capitais
a violência da noite...o movimento do trâfego
amar e mudar...
amar e mudar as coisas me interessa mais
essa é do belchior, cara foda e subestimado.
Escrito por
caeiro
às
11:16:00 PM
1 comentários
por um acaso ou por um segundo
deixarei tu olhar lá dentro
não te assuste
nem me afaste
mas faça o que quizer,
me deixe, me siga, parta minha cara
por um acaso ou por um segundo
me diga que o impossível é necessário
só uma vez, deixe-me ter razão
ainda que seja por obrigação
esse espírito não é inquebrável
como gostaria
só, por um acaso, estanda a mão
perca a calma comigo
nem que seja por um segundo
entenda o que digo
acho que preciso que finja
uma vez na vida.
Escrito por
caeiro
às
11:01:00 PM
0
comentários
Concreto, concreto...
Gritava o corpo violado a alma carente
E os suburbios também se tremiam
Aonde as revoltas começam e terminam?
Terminam de um novo ponto pra recomeçar
Que seja bem vinda, mas fique a dez metros de mim
Pra que eu veja tua real beleza, mas não possa tocar
Que eu sinta teu ódio, tua violência
E a encare com civilidade
E uma palavra voa: Adeus
Opa, pega ela de volta, faz favor!
Já era, a indiferença comeu...
Escrito por
peka
às
3:08:00 AM
0
comentários
Eu apenas queria que você soubesse
Que aquela alegria ainda está comigo
E que a minha ternura não ficou na estrada
Não ficou no tempo presa na poeira
Eu apenas queria que você soubesse
Que esta menina hoje é uma mulher
E que esta mulher é uma menina
Que colheu seu fruto flor do seu carinho
Eu apenas queria dizer a todo mundo que me gosta
Que hoje eu me gosto muito mais
Porque me entendo muito mais também
E QUE A ATITUDE DE RECOMEÇAR É TODO DIA TODA HORA
É se respeitar na sua força e fé
E se olhar bem fundo até o dedão do pé
Eu apenas queria que você soubesse
Que essa criança brinca nesta roda
E NÃO TEME O CORTE DE NOVAS FERIDAS
Pois tem a saúde que aprendeu com a vida
(Gonzaguinha)
---------------------------
Se ainda não é totalmente assim, vai ser
Chega de Baixa alto-estima!!!
Eita Palavrão... hehe.
Escrito por
peka
às
12:49:00 AM
0
comentários
"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."
clarisse...ah, clarisse...
Escrito por
caeiro
às
1:47:00 PM
0
comentários
Houve um momento em que até pensei que fosse dar certo
Um pouco entre o fim da segunda guerra e a revolução sexual
Mas, percebi que a vitória é sempre efêmera
E que o mundo não se desespera, mesmo nas situações mais desesperadas
Desestímulos...
Quando o meu nome foi chamado na fila de espera
Eu sorri a valer
Pensei que agora era a minha vez
Não foi... e nem sabemos se um dia será
Mas, não se desespere minha filha, vc também é o mundo
Também cospe nos menores se tudo lhe for bem
Se ele te der essa oportunidade
Que vitória será essa??
Uma mão que busca o horizonte ou que acaricia os pelos de um gato?
Escrito por
peka
às
1:26:00 AM
0
comentários
ela transava drogas, o que somado aos seus ganhos como prostituta, lhe garantia uma confortável e independente existência. não era comum, decerto. sua aparência algo exótica confirma. uma mulata de olhos meio puxados e completamente displicentes. a tudo olha e a nada se prende. eu, esquálido, algo deprimido por não ter suficientemente lhe contestado a primazia da experiência, a acompalha-la num bloco de carnaval pelas ruas de santa tereza. esforçando-me para alcançar a tão necessária recíproca, professor iniciante, virgem contestado, via-a alí, rindo a valer, gostando da minha compania. não conheço suficientemente as pessoas, menos ainda as mulheres, nada dela. mas sabia, alí do meu lado, pouco dinheiro, pálido, a imagem do deslocamento, ela estava se divertindo.
guiava-me pelas mãos pelas ladeiras com tal desenvoltura, que parecia mesmo com aquela a forçar a entrega na hora da nudez terrível, dona da situação. se acreditara ou não na balela da minha virgindade, não sei, mas foi com ternura que se aventurou em mais um terreno movediço. não exitou em me dar seu colo gasto para decansar minha última febre.
ela pareceu dormir. "minha rainha destronada." seus olhinhos ainda mais apertados pelo efeito do terceiro baseado se abriram, foi um véu que se abriu. uma interrogação formou-se em sua boca. "quantas rainhas destronadas não foste?" foi minha maneira de corrigir e reparar um momento de entrega que não tivera até então.
e, por aquelas ruas coloridas e barulhentas, passava alguém curvado sobre os próprios pensamentos.
Escrito por
caeiro
às
1:46:00 AM
0
comentários
Amigos, gostei de jogar baralho com vocês. Pena que vocês não sabem jogar e eu sempre ganho. Hahaha.
Escrito por
Vinicius Buscacio
às
1:39:00 PM
3
comentários
a fotografia não tinha culpa, mostrava o que tinha a ser mostrado, o problema estava no fotógrafo. desfocada, tremida, escura e outros problemas que mostram minha inaptidão. sinto-me tremido e fora de foco também, num mundo certinho e bem focado... se nunca antes havia imaginado a beleza impassiva dos guardas-chuva floridos, sem dúvida que a culpa era minha; a menina com seu vestido florido molhado pela chuva talvez sempre tenha estado lá, claro, não se tratava de uma bela jovem, mas a cena deu a ela um encanto imenso. minha máquina fotográfica, esse cérebro desguarnecido e bastante esquecido, cansou-se de extrair fotogramas dessa realidade feia...do que preciso?
Escrito por
caeiro
às
9:47:00 PM
0
comentários
Clayciane está fora da área de cobertura
devido à putaria do carnaval!!!
Volta com seus posts em breve... Aguardem!!!
Escrito por
peka
às
9:45:00 PM
0
comentários
Era uma vez, numa vila perto de uma floresta bem escura, uma menina de olhos e cabelos negros.

Todo mundo gostava dela, e a avó dela mais ainda, tanto que decidiu fazer uma pequena capa com capuz para ela. A roupa era muito elegante, toda de veludo negro, e a menina andava para cima e para baixo com ela. Por conta disso, as pessoas começaram a chamá-la de Chapeuzinho Preto.
Um dia, a mãe de Chapeuzinho disse:
“Filha, leve estas jabuticabas para sua avó, que vive lá no meio da floresta.”
“Pode deixar, mamãe, eu vou e volto num minuto.”
“Mas olhe, não saia do caminho porque a floresta é perigosa.”
Então a menina colocou as jabuticabas numa cesta, deu um beijo na mãe e partiu. No caminho, ela cantava:
“Pela estrada afora,
Eu vou depressinha,
Levar essas frutas
Para a vovozinha.”
Chapeuzinho entrou pela floresta. A cada passo as árvores se fechavam e a mata ficava mais escura. Mas ela não sentia medo e apenas cantava sua musiquinha.
Assim foi até que, de repente, o Lobo saiu de trás de uma moita e falou:
“Bom dia, menina do Chapeuzinho Preto.”
“Bom dia, senhor.”
“O que você leva nesta cesta?”
“Algumas jabuticabas.”
“Hum! São para mim?”
“Não, elas são para a minha avó, que vive no meio da floresta.”
Naquela hora o Lobo pensou: “Minha fome é interminável. Um dia, com certeza, eu comerei esta pequena.”
Mas ele não queria comer Chapeuzinho ali, no meio do caminho, pois as refeições devem ser feitas nas horas certas.
Então ele disse: “Está vendo aquela trilha? Ela também vai até a casa de sua avó. É um pouco mais comprida, mas está cheia de tulipas. Por que você não vai por ali e leva umas flores para ela”
“Supimpa, senhor! Vou fazer isso mesmo!”
Assim, enquanto Chapeuzinho pegou o outro caminho, o Lobo foi por um atalho até a casa da avó. Quando lá chegou, tocou a campainha:
“Blem, blem, blem.”
“Quem é?”, perguntou a velhinha lá de dentro.
“Sou eu, sua netinha”, falou o Lobo disfarçando a voz. “Vim trazer jabuticabas para a senhora.”
A Vovó então pôs seus óculos e abriu a porta. Quando viu que era o Lobo e não Chapeuzinho quem estava lá, falou: “Ah, é você? Sabia que viria me buscar um dia. Entre, não repare na bagunça.”
Depois de dar um suspiro, o Lobo engoliu a avó e deitou na cama para esperar Chapeuzinho.
A menina vinha andando lentamente pela mata, mas tão lentamente que nem viu o tempo passar. Finalmente, quando chegou à casa da avó, tocou a campainha:
“Blem, blem, blem.”
“Quem é?”, perguntou o Lobo lá de dentro, com voz rouca.
“Sou eu, sua netinha, vovó.”
“Entre, querida.”
Chapeuzinho abriu a porta e foi até a cama da avó. O Lobo estava embaixo das cobertas e usava touca, de modo que só se podia ver uma parte do seu rosto. Percebendo que havia alguma coisa estranha por ali, ela foi se olhar no espelho.

Foi aí que ela viu que tinha passado muito tempo colhendo tulipas. Tanto tempo que já era uma mulher. Então, olhando no espelho, ela perguntou para ela mesma:
“Por que eu tenho orelhas tão grandes?”
E ela se respondeu: “É porque passei muito tempo na mata e elas cresceram.”
“E estes olhos tão grandes?”
“É porque agora posso ver mais coisas.”
“E estas mãos tão grandes?”
“E porque agora posso alcançar o que antes não alcançava.”
“E este nariz tão grande?”
“É porque agora sou dona do meu próprio nariz.”
“E essa boca tão grande?”
É porque já posso falar por mim mesma”, disse Chapeuzinho. Depois disso ela virou-se para o Lobo e perguntou:
“Onde está minha vovó?”
“Eu a engoli”, respondeu ele.
“E quem é você?”
“Sou o Lobo dos lobos. As pessoas me chamam de Tempo.”
“Você também vai me engolir?”
“Vou, mas não agora. Vamos comer estas jabuticabas?”
Então eles comeram bastante e tiraram uma sonequinha. Como estavam com a barriga cheia, começaram a roncar alto, mas tão alto que um caçador que estava andando por ali escutou o barulho e resolveu dar uma olhada.
Quando abriu a porta, o Caçador, que já era bem velho, colocou balas em sua espingarda e deu dois tiros no Lobo. Mas as balas passaram por ele e não lhe fizeram nenhum estrago. Aí o Caçador perguntou:
“Lobo maldito!, o que posso fazer para vencê-lo?”
“Isso é impossível, caro Caçador, mas nós podemos ser amigos.”
“Como?, se um dia você vai me engolir?”
“Ora, vamos ser amigos enquanto esse dia não chega.”

E dizendo isso o Lobo pegou as duas jabuticabas que sobraram, deu a menor para o Caçador e a maior para Chapeuzinho, e saiu pela janela dizendo:
“Até breve.”
E, assim, todos ficaram felizes:
O Caçador porque reconheceu que não podia vencer o Lobo.
A Vovó porque teve uma vida feliz e demorou para ser engolida.
E Chapeuzinho Preto porque aprendeu uma lição:
“Deve-se comer as jabuticabas sem pressa.”
Escrito por
Anônimo
às
7:23:00 PM
0
comentários
Sentei com a solidão num boteco qualquer, contei-lhe anedotas e ela parece ter gostado da companhia. Outros 10 anos passariam sem que notasse se você não aparecesse, parecia música atonal, e sua cruel presença, você pode ser tão cruel, fosse fiscalizando os sacos de lixo memoriais que guardavam cada ano que passou. Reativou-se uma bomba relógio adormecida até então e o conforto de se estar perdido expirou. A tua ausência, o combustível da minha fuga, agora requisita o descanso de bandeiras ao sol. E redemoinhos violentos espreitam meu caminho de volta pra casa.
Escrito por
caeiro
às
10:54:00 AM
0
comentários
eu perdi a sensação
o gosto, o sentido
perdi-me e me fiz perder
para o que me vê, quem me vê
acho que as pessoas não me veêm
não me escutam, não me deixam
me larguem, me larguem
são esses pensamentos, essa dor
as pessoas, elas parecem me entorpecer
e eu começo a perceber
que pelo fato do torpor
é que elas não ouvem, não escutam
só ouvem a sí, se enganam por sí
se perdem em labirintos de sucessivos
pensamentos ocultos em si
e essa paz, de onde vem?
por onde ela chega? por onde entra e sai?
o silêncio do pensamento, é isso!
aquele que você sente quando prende a
respiração. o ato falho de 3 segundos
de morte do pensar
é essa a paz, por pouco a encontro
por muito a quero.
Escrito por
Anônimo
às
2:51:00 PM
0
comentários
"....E tudo estava preso no seu peito.
No peito que só sabia resignar-se, que só sabia suportar,
só sabia pedir perdão,só sabia perdoar,
que só aprendera a doçura da infelicidade,
e só aprendera a amar, a amar, a amar.
Imaginar que talvez nunca experimentasse o ódio de que sempre fora feito o seu perdão, fez seu coração gemer sem pudor, ela começou a andar tão depressa que parecia ter encontrado um súbito destino."
"Um domingo de tarde sozinha em casa dobrei-me em dois para a frente
- como em dores de parto -
e vi que a menina em mim estava morrendo.
Nunca esquecerei esse domingo.
Para cicatrizar levou dias.
E eis-me aqui.
Dura, silenciosa e heróica.
Sem menina dentro de mim."
(Clarice Lispector)
Escrito por
peka
às
3:36:00 AM
0
comentários
mulheres gostam de ser conquistadas(?)
homens gostam de conquistar(?)
-
Cê vê....Que imbecil....É a vida!
Escrito por
Anônimo
às
2:20:00 AM
1 comentários
"uma parte de mim sofre, outra pede amor,
outra viaja, outra discute, uma última trabalha,
sou todas as comunicações, como posso ser triste?"
de drummond...belíssimo.
Escrito por
caeiro
às
2:01:00 PM
0
comentários
se há um deus,
e sim, muitos dizem que há,
então como pode criancinhas serem assassinadas?
poema de haddara, babá de três crianças mortas durante um ataque na faixa de gaza em 1979, e, se estiver viva, talvez esteja com 45 anos.
Escrito por
caeiro
às
3:40:00 PM
0
comentários
Os sonhos a noite pediam pra ser realidades
Dava vontade de sorrir
Pensei até em te contar como foi
Pra ver se sorriria comigo
Mas, soaria como um pedido desesperado aos seus ouvidos
E não como um desejo a dois
Deixei pra lá
Como queria dormir e sonhar dias e dias
Acordei assustada, meu pai me gritava
E toda aquela beleza se esfumaçava
Era o telefone:
-Alo
- Bom dia, o Banco Santander te oferece um cartão de crédito
-Tô desempregada, quero nada não!!!
Escrito por
peka
às
1:14:00 PM
1 comentários
nos caminhos abertos em meus braços por minhas veias grossas passam sangue e a matéria da qual o amor foi feito. formula incomum e já gasta. as coisas que ví tentam se hospedar nessas retinas que já não são as mesmas. minha calma sobrepuja-me e já não resiste a este papel que estou fadado a representar, personagem persoadido e levemente desesperado (como se desespero se medisse...). a correnteza insinuante de acontecimentos inéditos se fantasia de realidade em noites insones. a imaginação que aquela jovem menina coberta de candura, mistérios e náuseas possa ser minha jovem menina ainda é uma improvável imaginação minha. mesmo os maus bocados a que ainda estou sujeito vestir-se-ão nobremente e baterão em minha porta com determinação mas sutileza e acompanhar-me-ão ao ponto de onde não deveria ter saido: da minha coragem esquecida.
de drummond...
"todos se transformam em pedra,
já não sinto piedade.(...)
já não dirão que estou resignado
e perdi os melhores dias."
Escrito por
caeiro
às
7:52:00 PM
0
comentários
minhas mãos não seguram esta esfumaçada, líquida, fugidia sensação que me desperta.
meus olhos não veêm entre as muitas mudanças que meu ser me exige, triste sina de candura reservada.
o que nunca disse a ninguém queria te dizer, e de minha boca sairiam julgamentos terríveis, nenhuma palavra elogiosa.
os sons me atingem com força desproporcional ao tamanho de meu tamanho real, tão pequeno e tosco.
farejo sobras de mim num quintal mal capinado por um deus imaginário, precário, de um mundo às avessas, meu deus meu (só meu) que mundo frio e sem sentido.
tenho mencionado vezes demais minha inércia, denunciado como meu pior (melhor) inimigo minha falta de sentido... a desordem dos meus átomos.
tudo costurado tão mal que me sobra tempo até pra cantar e, quem diria (eu não) bendizer o que passou.
Escrito por
caeiro
às
5:59:00 PM
0
comentários
Depois dessa, não reclamo mais do trânsito do Rio.
----
América
Debo estar en américa del sur
Bien al sur...
Garantizado
Capitán América - Las Pelotas
----
frases, fotos, músicas, blogs, sites
sou um espião...
Escrito por
Vinicius Buscacio
às
5:47:00 AM
1 comentários
Algumas bandas marcam tanto por um tema/personalidade que só por isso, independente da qualidade das músicas, exigem sempre um respeito. Até porquê a questão da 'qualidade' está muito atrelada a outra questão, a do 'gosto'. Logo...
Uma dessas bandas sempre foi o Rage Against the Machine. Sempre de temática política, principalmente relacionado ao tema de política externa dos EUA, a banda sempre teve seu espaço e seus fãs. A banda acabou, mas surge a notícia de que irão se reunir para um novo e único show; a motivação pra reunião, segue abaixo, e fiquem com suas conclusões:
"Estamos sob um governo que acredita que suas próprias leis também são aplicáveis em terras estrangeiras. Isso pode funcionar bem para imperadores, mas não é bom para presidentes. Se existe um conjunto de leis acima das quais um presidente não está, estas leis são as da física. Toda ação gera uma reação e nós somos parte desta reação", finaliza Morello.
Escrito por
Vinicius Buscacio
às
4:16:00 AM
1 comentários
Naquele dia de calor
Ela entrou debaixo do chuveiro
As três da manhã e chegou a se arrepiar
Molhou os cabelos
Sem querer saber da hora
Foi melhor do que uma foda...
Escrito por
peka
às
3:09:00 AM
1 comentários
Não me venha contar alegrias em segredo
Só porque eu lhe dei um sorriso
Este é meu gesto natural de simpatia.
Nem pense que porque eu me afasto
E quero que me gritem
Seria uma frieza de minha parte.
Na verdade, por mais que eu esteja errada
Sempre estarei certa
Já basta conviver com meus acertos tortos,
não posso também querer admitir meus erros
E quem sabe, alguém me prove que tudo vai ser diferente
Provas materiais que não se apagam com um simples vento ou com um olhar de indiferença... provas que durem mais do que uma noite...
Escrito por
peka
às
2:50:00 AM
2
comentários
sabe...é bem diferente do que sempre digo, ela vem de mansinho, e tão poucos sabem,
de repente, estou postado, entregue, inerte... um tipo de dor que anestesia, a
coisa funciona mesmo assim... drumond perguntava: "que dor se sabe dor e dura?".
pois bem, a coisa é mais ou menos assim. nem sei se realmente me importo, sei que,
ao contrário do que digo, ela continua aqui. muitas vezes mesmo me indicando o que
fazer. sempre de tardinha, aquela hora bonita por morarmos aqui, quando deveria
mesmo esboçar um sorriso despreocupado, por trás da máscara tem um olhar espantoso
de interrogação... pergunta imprecisa. por que é que simplesmente não toco no
coração imprevisto do medo e pergunto o seu nome... é uma indelicadeza que não se
apresentes. já nem exijo olhar nos olhos, me conformaria com seu nome e idade.
Escrito por
caeiro
às
11:39:00 AM
0
comentários
-Não, não e não...isso não pode ir adiante!
-E se ao invés de ir adiante, for de-repente?
-hein??!
-È, sem menos ver ou esperar..Você sabe..as coisas acontecem..
-mas nem é assim tão sim..
-Não é , mas o que pode não ser hoje em dia?
-...
-To certa?
-Ta é maluca...
-Mas estando certa é o que me importa.
-sei...
Escrito por
Anônimo
às
4:09:00 PM
1 comentários
Preocupava Isadora minha delicadeza espartana, eu era direto e dócil, uma brusca busca por caminhos próprios. Ela acarinhava meus cabelos desgrenhados dizendo que poderia ser belo caso quisesse, puro se deixassem e bruto se necessário. Ela via por entre os olhos da máscara, me nudificava e me tornava elementar. Ela mesma, Isadora como eu a chamava, suplicante como ela queria, percorria todos os caminhos possíveis para se certificar dos errados. Se deliciava com a penumbra em meu olhar quando, anestesiado por seus caridosos entorpecentes, tombava em seu colo nu e febril e não dizia nada além de “você, Isadora, cuidado com meu coração”. Tinha a força de um mantra as poucas palavras que dizia. Força maior, mais criativa e destruidora, tinha o meu silêncio e o entendimento que ele trazia. “Abaixo a verborragia”, era o nosso brinde usual antes de iniciarmos nosso ritual particular de auto destruição, música e amor. Isadora tinha meu coração entre os dedos, e nunca viver foi tão perigoso.
Era uma estrada sem mão definida, as colisões eram freqüentes e espantosas. Escorria pelas mãos mau estar, exatidão e marcas deveras definitivas. Ela era a rainha de minhas vírgulas, dispondo-as ao seu bel prazer, sem nenhuma ordem, consideração ou astúcia. Isso amava em Isadora, tua força e nobreza, só sabia o que não queria e me elogiava ao me atribuir, pelo menos isso, sentido. Não como marionete, não isso, mas como a um personagem secundário que se ama demais para se aceitar sua sina. Isadora era minha autora e por isso eu permitia, como um personagem absolutamente impotente, teu poder sobre mim.
trecho de minha novela inacabada, cidade sem sol
Escrito por
caeiro
às
10:23:00 PM
1 comentários
roleta russa e refrigerantes
o cigarro acabou bem antes
junto com a razão
gás ou cianureto?
uma gilete como amuleto
pois a sorte já se foi
do alto a vertigem
quase tudo me atinge
como um soco no estômago
a corda balança tensa
pior do que se pensa
com o punhal na mão
Escrito por
caeiro
às
10:19:00 PM
0
comentários